Fernando Collor vira imortal
O ex-Presidente do Brasil e atual Senador por Alagoas, Fernando Affonso Collor de Mello, que recém completou 60 anos no último dia 12, se candidatou para ser um imortal da Academia Alagoana de Letras.
Ele é o único candidato a cadeira de número 20, que foi anteriormente ocupada pelo Ib Gatto Falcão, falecido em dezembro do ano passado. O atual presidente da AAL, Milton Ênio, oferece apoio irrestrito a Collor, sem falar que ele é amigo da família desde antes do descobrimento do Brasil (claro que digo isso ironicamente). O único representante da Academia Alagoana que também pertence à Academia Brasileira de Letras, o jornalista e escritor Ledo Ivo, também afirma que oferece irrestrito apoio a Collor para uma vaga de imortal também à Academia Brasileira de Letras.
Até aí, nada de anormal, pois acredita-se que uma pessoa que já foi Presidente da República seja uma pessoa muito culta, realmente Collor é, que tenha um vasto conhecimento, acredito que Collor também deva ter e principalmente que tenha escrito alguns livros.
Então eis no quadro abaixo a lista de obras publicadas pelo ex-Presidente:
De todas essas obras, já li todas! Afinal, ler tudo do nada ou não ler nada acho que devem ser a mesma coisa… hahahaha
Como justificativa para sua candidatura, Collor enviou uma coletânea de artigos e discursos publicados pela imprensa oficial, coisa que nunca foi vendida em nenhuma livraria, e um argumento de que pretende escrever um livro contando detalhes sobre o impeachment que sofreu em 1992.
Tanto a AAL como a ABL de hoje são instituições muito ecléticas para escolher seus membros não exigindo necessariamente que se tenha escrito livros, mas que se tenha feito muitas contribuições para a sociedade em nível intelectual.
Não tenho nada contra Collor se candidatar para ser um imortal, realmente o considero um intelectual com “potencial mais que suficiente” para ocupar cargos como este. Mas para uma academia de letras escolher um membro que ainda necessita bater muitas teclas de um computador para escrever sua história no cenário intelectual de forma convincente é algo vergonhoso, já que acredito que em Alagoas existam muitas pessoas que saibam ler e escrever e já tenham publicado pelo menos um livro.
Se for assim, já que Collor “obrou” em discurso no Senado no último dia 10, eu, que obro aqui no blogOBRAndo, também quero ser candidato a uma academia de letras! (Será que seria a Academia Brasileira de Letras Obradas?)


Não é só Collor que obra, blog obrando também está obrando.
Parabéns