O que o Brasileiro pensa da Escola Pública

Nessa terça-feira, 17 de março de 2009 aconteceu a publicação de uma reportagem no jornal Gazeta do Povo, de grande circulação em Curitiba, abordando o que o Brasil pensa sobre o ensino público. (para ler a reportagem no sítio do jornal, clique aqui!)
A pesquisa divulgada na reportagem foi feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) a pedido do CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o movimento Todos Pela Educação.
Segundo a reportagem, os brasileiros apontaram a desmotivação e o mau salário dos Professores, insegurança e presença de drogas na escola, a existência de poucas escolas e qualidade do ensino como sendo alguns dos principais problemas que ocorrem na educação do Brasil. Outro problema que percebi foi o fato de um percentual da população em algumas regiões e classes sociais considerar nossa educação como boa ou estar melhorando. Isso não me estranha, porque, em se tratando de Brasil, até papel higiênico usado pode ser considerado boa fonte de leitura!
Outro fator realmente interessante que foi pouco citado foi à importância da participação dos pais na escola.
Mas não adianta eu ficar escrevendo sobre a reportagem senão não adianta nada clicar no atalho que coloquei e ler a reportagem na íntegra, que embora ache uma perda de tempo, pode ser um tempo até que bem perdido!
Mas se disserem que a educação Pública do Brasil, do jeito que está for pelo menos péssima estará sendo muito otimista! E olha que não estou sendo nada pessimista, somente realista com os olhos “bem” abertos.
A educação deve ser o carro chefe do desenvolvimento de uma nação, mas isso está sendo levado com muito descaso pelas autoridades brasileiras e a maioria do povo que se utiliza desses serviços não tem capacidade de reivindicar melhoras e aqueles que poderiam reivindicar algo acabam se acomodando porque podem pagar bons colégios particulares para seus filhos.
O sistema educacional Brasileiro está totalmente sucateado. As melhorias vindas dos governos Estaduais e Federal não passam de meros paliativos estéticos para a grande massa da população pensar que seus filhos estão fazendo parte da “inclusão” digital. Suporte ao qual, nem os professores estão recebendo como deveria.
Grande parte dos professores está desmotivada, não credito isso apenas aos baixos salários, mas também às condições de trabalho que envolve uma carga horária excessiva, falta de tempo para se reciclar, excesso de serviços burocráticos desnecessários e o acúmulo de responsabilidades somadas com a perda de autonomia em seu trabalho. Já ouvi muitas pessoas dizerem que o magistério sofreu essa mudança por causa da democratização, como se teria que oferecer educação para mais pessoas, deveria ser contratado mais professores e isso resulta num aumento de gastos e consequentemente, num menor salário pago a cada professor. Eu pessoalmente credito isso a uma arma de manipulação em massa, pois com baixos salários, os professores, por melhores que sejam, acabam tendo prejudicada sua capacidade de ensino e escola decadente, aliada à política do “não-dá-nada” prepara os cidadãos para serem marionetes do falido sistema social brasileiro.
O magistério no Brasil, ao contrário de países que apresentam índices assombrosos de desenvolvimento como a China e Coréia do Sul não é focado na qualidade do ensino, mas sim na quantidade de alunos formados, o que já está resultando em muita gente analfabeta com diploma superior… =)
A carreira de Professor não está mais sendo atrativa e uma parte considerável dos futuros professores não escolheu o magistério como um sonho de trabalho, mas sim pelos cursos na área de educação estarem entre os mais baratos de se manter.
O programa que o Governo Federal está idealizando para incentivar a formação de professores com certeza vai se focar exclusivamente na quantidade de professores formados, na redução do tempo de formação e não na qualidade, quero ver no que vai dar isso!
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