ENEM será obrigatório em 2010, mas será que vai continuar o “empurrômetro”?
O ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio, já estava passando por várias mudanças, como por exemplo, ser um substituto do processo vestibular das instituições federais de ensino superior.
O exame será obrigatório para todos os alunos concluintes do ensino médio, tanto das redes pública quanto particular, a partir do ano de 2010 e consequentemente, seu resultado deverá ser levado em consideração pelas universidades, principalmente as públicas, em seus processos de seleção; além de facilitar o ingresso de alunos de baixa renda em instituições privadas de ensino superior.
Avaliando por um ponto de vista externo, o objetivo do governo com essa obrigatoriedade é muito “louvável”, pois obriga todas as escolas a cumprirem com mais rigor os conteúdos das diretrizes curriculares e consequentemente elevar o nível cultural dos alunos.
Mas vendo o outro lado da moeda, o descaso pela educação ainda continua e com certeza, vai persistir por um longo tempo. Pois segundo reportagem da do dia 29 de abril de 2009 do Jornal Folha de São Paulo apenas 8% das escolas relativamente bem qualificadas do ENEM são públicas e estas fazem teste de seleção para a escolha de seus alunos.
Acredito-me que boa parte delas são ligadas a universidades que utilizam um sistema diferenciado de avaliação, mais semelhando aos utilizados nos cursos superiores. As escolas das redes públicas convencionais de ensino estão apenas “empurrando” os alunos para a série seguinte com o intuito de diminuir gastos, não por escolah própria, mas sim por imposição de suas secretarias de educação. O órgãos responsáveis pela educação pública vão negar isso, mas é o que acontece na prática.
Então, para as mudanças realmente serem bem sucedidas no ensino público deverá passar por uma grande mudança que não inclui apenas “mudanças legais e aparentemente bem intencionadas” como essa, nem apenas de bons salários, mas sim mudanças práticas, que partam da educação primária, de baixo para cima e não de cima para baixo como o Brasil faz, pois um país com elevado nível cultural não depende apenas de mentes com diploma superior nas mãos, mas sim de capacidade crítica de escolha.
Acredito que dentro dos órgãos públicos que estão realizando as mudanças existam pessoas realmente competentes e bem intencionadas em concretizar mudanças positivas para a o Brasil, mas por outro lado, ainda falta muita experiência prática no dia-a-dia, pois muitos nunca pisaram numa sala de aula ou se pisaram, já não o fazem mais, algo que muda bastante a nossa forma de enxergar o desenrolar da educação. Por isso seria de grande importância que pessoas como até um Ministro da Educação tivesse como exigência de seu cargo passar pelo menos uma manhã por semana trabalhando com crianças de ensino fundamental e médio de uma comunidade carente para sentir na pele as mudanças de suas determinações.
Será que aguentaria?
As novas matrizes do ENEM serão baseadas em , ciências da natureza, ciências humanas e matemática. Para conhecê-las, clique aqui
Para ler o artigo na Folha de São Paulo mencionado na postagem, clique aqui

Últimos comentários